Vida emocional

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Autocontrole: como desenvolver essa habilidade 

Confira como podemos desenvolver o autocontrole. 

O autocontrole é a habilidade de gerenciar as próprias emoções e é muito importante em diversas situações da vida. Quando uma pessoa sente raiva, medo ou experimenta qualquer outro sentimento, é através do autocontrole que ela consegue agir de forma comedida, evitando fazer coisas das quais pode vir a se arrepender depois. 

Sem essa habilidade, corremos o risco de nos envolver em atritos desnecessários, comprometer nossos relacionamentos pessoais e profissionais, além de mais uma série de questões. Quer saber mais a respeito do autocontrole e conferir dicas de como desenvolvê-lo? Continue a leitura e no final do artigo mais uma ferramenta para desenvolver a sua inteligência emocional. Vamos lá! 

Por que ter autocontrole é importante? 

O autocontrole é uma das coisas mais importantes na vida, sem ele, não conseguiríamos abrir mão de passar mais tempo na cama para irmos trabalhar e outros tipos de situações cotidianas. É essa habilidade que regula nosso comportamento e nos leva a fazer o que é certo, incluindo desde situações mais simples, como chegar pontualmente no trabalho, até outras um pouco mais desafiadoras, como gerenciar a raiva em um momento de estresse. 

Cada experiência exige níveis diferentes de autocontrole, por isso, aqueles que dominam essa habilidade de forma mais abrangente conseguem controlar seus impulsos com mais facilidade do que outros, que enfrentam dificuldades para gerenciar o que sentem. E é assim com tudo, enquanto existem pessoas que têm facilidade para lidar com números, outras preferem as ciências humanas, e é exatamente a diversidade que torna a humanidade fascinante. 

Você não precisa se culpar por não dominar a habilidade do autocontrole, desde que se esforce para melhorar, pelo seu próprio bem e daqueles que convivem contigo. Se cada um fizer a sua parte, poderemos viver em uma sociedade em que todos se respeitam, são pacientes uns com os outros e não permitem que as emoções falem mais alto em situações em que ser racional é fundamental. 

Como saber se tenho autocontrole? 

Você sente que desiste muito rápido de coisas que se mostram mais desafiadoras ou perde a paciência com muita facilidade? Talvez, sinta que não tem tanto autocontrole quanto gostaria, o que resulta em falta de foco e o sentimento de derrota, gerando um grande impacto na busca pelos seus objetivos e em sua vida de modo geral. 

Quando um indivíduo sente que não tem controle sobre seus sentimentos e comportamentos, pode ser mais desafiador permanecer motivado e focado em seus objetivos. De posse dessas informações, você pode começar a fazer uma reflexão e uma autoanálise, a fim de identificar as situações mencionadas no seu dia a dia. 

Caso chegue à conclusão de que realmente precisa melhorar em relação à habilidade de controlar seus próprios impulsos, saiba que isso é perfeitamente possível. Através do autoconhecimento, da atenção em relação a si mesmo e, também, de feedbacks de amigos, familiares e colegas de trabalho é possível trilhar um caminho bastante positivo de desenvolvimento dessa habilidade. 

10 Dicas para desenvolver o autocontrole e viver com equilíbrio 

Existem técnicas que podem te ajudar a desenvolver o autocontrole, que incluem tanto a percepção em relação ao que está sentindo, quanto a parte prática de como gerenciar as emoções. Acompanhe agora! 

1. Direcione sua energia para uma busca significativa 

Se você não tem clareza em relação ao que está buscando ou se esse objetivo não for verdadeiramente significativo, é provável que acabe desistindo, pois não há autocontrole que se mantenha quando não existe motivação. Portanto, direcione sua energia para coisas que realmente deseja e considera relevantes. Viva conforme os seus sonhos e os seus valores e evite tentar se enquadrar nos planos alheios, pois isso nunca dá certo a longo prazo. 

2. Defina metas de longo prazo 

Por falar em longo prazo, ter metas para alcançar pelos próximos anos é uma forma bastante interessante de exercitar e fortalecer o autocontrole. O fato de saber onde deseja chegar, seja na vida pessoa ou na carreira, permite que se mantenha motivado ao longo do caminho. 

Apenas é importante tomar alguns cuidados para evitar condicionar sua felicidade a essas conquistas. Seja feliz hoje, aqui e agora, isso te dará energia para seguir adiante e, até mesmo, lidar de forma mais positiva com as adversidades e as emoções que elas suscitarem em você. 

3. Encontre formas de gerenciar o estresse 

Quando o assunto é autocontrole, o estresse é o tema mais citado, o que um maior número de pessoas diz ter problemas para gerenciar. Ele surge em situações de grande pressão, quando alguém parece testar nossa paciência, quando nossos limites são ultrapassados, nos sentimos esgotados e assim por diante. 

Existem algumas estratégias bastante interessantes e efetivas para gerenciar o estresse, tais como: praticar atividades físicas, fazer exercícios de respiração, fazer uma pausa para relaxar, mudar o foco, entre outras. Experimente cada uma delas e escolha a que melhor funcionar. Depois que a raiva passar, irá agradecer a si mesmo por não ter se deixado levar por ela. 

4. Adote hábitos saudáveis 

Pessoas com sono, com fome e baixa energia tendem a perder a paciência com mais facilidade do que outras que estão se sentindo plenamente bem. Nesse sentido, adotar hábitos saudáveis é uma ótima maneira de evitar que essas necessidades tornem sentimentos como raiva e estresse mais fortes e te levem a perder o controle. 

Dormir bem, alimentar-se de modo equilibrado, praticar atividades físicas regularmente e evitar a sobrecarga de atividades, estão entre as atividades mais relevantes para viver de forma tranquila e com pleno controle sobre seus sentimentos e emoções. 

5. Experimente meditar alguns minutos por dia 

Se você é o tipo de pessoa que acha que a meditação é uma prática destinada para monges budistas, saiba que você pode meditar apenas para fins de equilíbrio emocional, sem qualquer conotação religiosa. Isso porque se trata de uma atividade voltada para manter a mente focada e, assim, se conhecer melhor e aprender a gerenciar os próprios sentimentos. 

Praticando cerca de 10 minutos por dia, ao longo de algumas semanas irá perceber os benefícios em relação ao equilíbrio emocional e autocontrole. Como a prática é um treinamento mental, quanto mais exercitar a sua mente, mais preparado estrará para lidar com situações que requerem o controle emocional

6. Aprenda a focar no que é importante agora 

Evite que pensamos intrusivos tirem a sua paz. A situação desagradável que viveu no trânsito ou em qualquer outros lugar horas atrás já passou. Remoer experiências que geraram mal estar servirão apenas para te desestabilizar. Por isso, aprenda a focar no que é importante agora, no que está vivendo no presente. Sempre que sua mente vagar, traga-a de volta, quantas vezes forem necessárias, aos poucos irá se habituar e isso se tornará natural. 

7. Identifique gatilhos para cada emoção 

Cada indivíduo tem os seus próprios gatilhos, que são situações que geram emoções diversas. Algumas pessoas ficam nervosas quando estão sob pressão ou quando vão fazer algo pela primeira vez. Saber quais são os seus gatilhos para as principais emoções permitirá que se prepare e lide melhor com elas, evitando, assim, agir de modo intempestivo. Quanto mais se conhecer, mais controle terá sobre si mesmo. 

8. Pare de fugir do que gera desconforto 

Um dos motivos pelos quais muitas pessoas não têm o autocontrole bem desenvolvido é que elas fogem de situações desconfortáveis, fazendo apenas o que é fácil e já estão acostumadas. Com isso, permanecem sempre na chamada zona de conforto, sem avançar e se permitir ir além. 

Então, quando algo inesperado acontece, se desesperam por não terem o costume de lidar com nada parecido. É por isso que não devemos fugir das coisas que nos geram desconforto. Quanto mais isso se tornar natural em nossas vidas, mais preparados estaremos para lidar com o novo. 

9. Identifique a motivação por trás das suas ações 

Se você apenas agir, sem considerar a motivação por trás de cada atitude, corre mais riscos de perder o controle. Desse modo, lembre-se sempre de identificar o que o motiva em tudo o que fizer, esse simples exercício pode trazer resultados poderosos, te ajudando a gerenciar suas emoções e, consequentemente, os seus impulsos. 

Por exemplo: o fato de evitar se estressar com um colega de trabalho é gerado pelo seu desejo de manter um ambiente agradável para continuar se desenvolvendo e conquistar a vaga dos seus sonhos na organização. Perceba que a ideia não é ignorar coisas que te incomodam gravemente e sim relevar pequenas coisas que não iriam agregar em nada, pelo contrário, apenas atrapalhariam os seus planos. 

10. Escolha ser feliz a ter razão 

Por fim, uma dica que tem uma forte ligação com a anterior, de saber quais são suas reais motivações. Com isso, em vez de se envolver em conflitos desnecessários, apenas para mostrar que tem razão, irá optar por ser feliz e se concentrar nas coisas que são verdadeiramente importantes para você. 

Sempre que perder a paciência com alguém, se questione se o seu desejo de agir em relação a essa pessoa é motivado pelo seu ego e pelo desejo de se impor, mostrar que está certo. Se perceber que é exatamente isso, recue, encontre formas de gerenciar o que está sentindo e evitar que a situação se repita. 

O filósofo grego Pitágoras tem uma citação que deixa claro o quanto o autocontrole é importante, que diz: "Nenhum homem é livre se não consegue comandar a si mesmo". Desejar desenvolver o autocontrole é o primeiro passo que você pode dar em direção à liberdade. 

Para entender a dinâmica do próximo tópico, clique aqui e leia atentamente o insight sobre o tema. Depois, retorne ao blog e confira a ferramenta. 

FERRAMENTA: Ter uma vida emocional equilibrada 

"Para ter uma vida emocional equilibrada, assumir o controle das suas emoções, se libertar das dores do passado, se reconectar com o presente". 

Qual sua avaliação sobre os itens abaixo dando uma nota de 0 a 10. 

A percepção de si mesmo: 
  • Amor próprio - 
  • Autoestima - 
  • Autoaceitação - 
  • Cuidado do próprio corpo - 
  • Capacidade de perceber suas emoções - 
  • Capacidade de expressar suas emoções - 
  • Confiança no futuro - 
  • Relação ao trabalho - 
  • Atitude em resolver problemas - 
Avaliação de sua relação com os outros: 
  • Mãe - 
  • Pai - 
  • Irmãos/irmãs - 
  • Família - 
  • Filhos - 
  • Parceiro (a) - 
  • Amigos - 
  • Colegas - 

1. Descreva detalhadamente os problemas, ou metas/objetivos que você pretende resolver com este processo. 

2. Você já fez terapia? Se sim, qual? 

3. Quais são as críticas que você percebe que os outros fazem com relação a você? 

4. Qual é o seu estado geral de saúde? 

5. Você tem facilidade em somatizar (jogar para o seu corpo em forma de doença ou dores) quando está em situação emocional tensa? 

6. Como você se comporta quando adoece? 

7. Alguém na sua família já teve sérios problemas mentais, emocionais ou de comportamento? 

8. Como eram os pais da sua infância? 

9. Como era o temperamento de sua mãe na sua infância? 

10. Que traços de personalidade você consegue ver em você hoje, semelhantes aos de sua mãe? Quais as consequências dessa semelhança na sua vida? 

11. Hoje como é para você estar com seus irmãos? Você se considera melhor ou pior do que eles? Existe qualquer tipo de competição entre vocês? 

12. Segundo a sua percepção infantil, qual era a coisa mais importante para ela na vida? E para você? 

13. Qual era a coisa que ela mais temia? E você, qual é a coisa que mais teme? 

14. Como ela se relacionava com as outras pessoas da família? E você, como se relaciona também? 

15. Como ela se relacionava com as pessoas de fora da família? E você, como se relaciona também? 

16. Com qual dos aspectos da vida sua mãe tinha maior dificuldade em lidar (amoroso, pessoal, profissional, social, familiar). E você? 

17. Como a sua mão agia quando estava deprimida? E você hoje? 

18. Como a sua mãe regia quando estava com raiva? Que forma de punição ela usava? 

19. Você hoje, como reage quando está com raiva e que forma de punição você usa? 

20. Como era o temperamento do seu pai na sua infância? 

21. que traços de personalidade você consegue ver em você hoje. Quais as consequência dessa semelhança na sua vida? 

22. Qual era a coisa mais importante para ele na vida? E para você? 

23. Como ele se relacionava com as outras pessoas da família? E você? 

24. Como ele se relacionava com as pessoas de fora da sua família? E você? 

25. Com qual dos aspectos da vida seu pai tinha maior dificuldade em lidar (amoroso, pessoal, profissional, social, familiar). E você? 

26. Como o seu pai agia quando estava deprimido? E você hoje? 

27. Como o seu pai reagia quando estava com raiva? Que forma de punição ele usava? 

28. Você hoje, partindo da semelhança com seu pai, como reage quando está com raiva e que forma de punição você usa? 

29. Como seus pais utilizavam o tempo deles (trabalho/recreação)? 

30. Como seus pais se relacionavam com dinheiro? 

31. Quais são as razões pelas quais adotamos os traços e padrões de comportamento (positivos e negativos) dos nossos pais? 

32. O que é o amor Negativo e a Síndrome de Amor Negativo? 

33. Escreva sobre a sua compreensão da essência. 

34. Escreva sobre sua infância. Sobre o relacionamento com seus pais, irmãos, sobre como se sentia em casa, na escola e com seus amigos. 

35. Escreva sobre sua adolescência e vida adulta até os dias de hoje. Relacionamentos com seus pais na sua adolescência. Relações amorosas. Vida profissional e social. 

36. Faça um autorretrato. Como você se vê, em todos os aspectos. Seus sucessos e fracassos na vida. Seus medos e culpas. Escreva sobre qualquer assunto que julgar importante. 

37. Faça uma lista dos seus traços ou padrões que têm causado sofrimento a você e aos outros. 

38. Faça uma lista dos traços ou padrões de sua mãe que tenham causado sofrimento a você e aos outros. 

Agora, respire fundo e pense nas emoções que todas as perguntas lhe causou. Tudo bem, se alguma pergunta for perturbadora e não se sentir a vontade para responder. Lembre-se que em algum momento da sua vida terá que se libertar do que te prende e perdoe. Seja livre! 

Preparados para a última etapa? Os tópicos abaixo se destinam para leitura e reflexão profunda... 

Família 

  1. Quem é sua família? 
  2. Qual o vínculo que você estabelece com essas pessoas? 
  3. Com quem mora? 
  4. Se você ainda mora com a família do origem: como é o seu relacionamento com eles? 
  5. Com quem divide o quarto e como é feita essa divisão? 
  6. Quem trabalha na casa? 
  7. Como a família utiliza o tempo livre? 

Vida social 

  1. Como utiliza o seu tempo livre? 
  2. Tem amigos? Gosta de estar com eles? 
  3. Tem feito o que gosta ultimamente? 
  4. Os melhores amigos foram conhecidos recentemente? Ou tem amigos de muitos anos? 

Profissão 

  1. Com o que trabalha? 
  2. Como escolheu esta profissão? 
  3. Como se sente exercendo essa função? 
  4. Como é o seu ambiente de trabalho? 
  5. Relaciona-se bem com as pessoas com quem trabalha? 
  6. Há quanto tempo está nesse emprego? 
  7. Tem alguma outra proposta em vista? 
  8. Pensa em aceitá-la? 

Coloque agora mesmo em prática essas dicas, para alcançar cada vez mais resultados extraordinários em sua vida. Se gostou do artigo, curta e compartilhe conhecimento. Gratidão por ler até aqui... 

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