Empatia
Empatia na prática - 5 dicas para te ajudar a desenvolver
A empatia tem sido um dos termos mais utilizados nos últimos tempos. Ela já era bastante falada em nosso dia a dia, mas depois que nos vimos inseridos em um cenário de pandemia, praticamente em todos os momentos ela se fez presente na rotina dos mais diversos tipos de pessoas ao redor do mundo.
Isso aconteceu porque, com a pandemia, passamos a enxergar ainda mais o outro e suas necessidades. Passamos a entender que era, e ainda é, preciso cuidar e pensar no bem-estar das pessoas que nos cercam, para que, dessa maneira, tenhamos chances maiores de atravessar esta tempestade unidos e saudáveis.
É claro que tudo o que aconteceu e ainda está acontecendo é muito inédito, o dificultou, em algumas situações, que colocássemos em prática a empatia, uma vez que, em certos momentos, fomos levados a priorizar também a nossa própria saúde mental. No entanto, estamos falando exatamente de uma prática, de um exercício que precisa ser realizado, para que façamos a nossa parte, no que diz respeito, principalmente, à construção de um mundo melhor.
Mas você sabe o que de fato é empatia e como praticá-la em seu dia a dia? Se a sua resposta para estas perguntas foi "não", este artigo é justamente para você. E mesmo que você tenha respondido sim, vale a pena ler, conferir as nossas dicas e compartilhá-lo com seus amigos, para que os incentive a exercitar cada vez mais a empatia em suas vidas. Acompanhe a leitura e confira!
5 dicas práticas para desenvolver a empatia
Antes de compartilharmos as dicas com você, vamos explicar exatamente o que é empatia. Trata-se, basicamente, da capacidade que um indivíduo tem de se identificar com alguém, compreendendo, de forma genuína, o que esta pessoa pensa e sente. O seu conceito está diretamente ligado à compreensão emocional de alguém.
Feitos os devidos esclarecimentos e tiradas as primeiras dúvidas sobre este tema, agora vamos às dicas, para ajudá-lo a desenvolver a empatia na prática.
1. Aceite suas vulnerabilidades
Pode parecer estranho, mas é isso mesmo! A prática da empatia começa, primeiro, por nós mesmos, para que, em seguida, consigamos estendê-la ao outro. Precisamos reconhecer nossas vulnerabilidades e, principalmente, que somos indivíduos passíveis de falhas, pois isso vai, efetivamente e na prática, contribuir para que entendamos o que se passa com as pessoas ao nosso redor.
Além disso, quando nos aceitamos como somos, conseguimos aceitar também o outro, compreendendo que nenhum de nós é perfeito.
2. Suspenda todo tipo de julgamento
A dica acima nos leva à outra que gostamos muito de incentivar as pessoas a colocarem em prática, que é a suspensão de todo e qualquer tipo de julgamento. Para abrirmos as portas da compreensão, é fundamental que deixemos de julgar as ações do outro.
Esta, talvez, seja uma das dicas mais difíceis de serem praticadas, mas é preciso torná-la real em nosso dia a dia, não só para exercitar a empatia, mas também para melhorar o mundo em que vivemos, onde tantos problemas acontecem, em decorrência de julgamentos e até mesmo de pré-julgamentos.
3. Respeite
Você pode não gostar e nem mesmo concordar com a forma com que as pessoas conduzem as próprias vidas. No entanto, é seu dever respeitá-las, assim como você gosta que todos o respeitem. O respeito é praticamente o princípio de tudo.
É através dele que conseguimos compreender as emoções do outro, e também conviver de forma harmônica com aqueles que nos rodeiam. Se respeitamos, somos respeitados e isso é simplesmente extraordinários.
4. Mantenha-se disposto a ajudar
Outra forma excelente de praticar a empatia no dia a dia é se manter disposto a ajudar, sempre que possível. Não basta apenas se compadecer da dor do outro, de seus sentimentos e do que ele passa em sua vida, é preciso ousar e ir além.
Veja de que maneira você pode ajudá-lo a superar os desafios que surgem em sua vida. Muitas vezes, as pessoas estão tão imersas em seus problemas, que não conseguem enxergar uma solução. É nesse momento que um olhar externo se faz necessário, para mostrar que existe luz no final do túnel. Nesse sentido, o que você deve fazer é analisar a situação e estender a mão a quem precisa de você.
5. Ouça na essência
Em algumas situações, as pessoas precisam mais de alguém que ouça o que elas têm a dizer, do que lhes ofereça uma infinidade de conselhos milagrosos, que, de uma hora para outra, vão "resolver suas vidas".
Esta é outra dica que pode parecer óbvia, mas que realmente precisa ser compartilhada e precisa de atenção, pois poucas pessoas, nos dias atuais, se preocupam em ouvir, verdadeiramente, o que os indivíduos que estão diante de si têm a lhes dizer, disparando conselhos, sem nem mesmo se dar ao trabalho de entender o que se passa com o outro na essência.
Assim, quando alguém procurar por você, querendo desabafar, ou mesmo em uma conversa informal, que tal ouvi-la na essência, prestar atenção nas entrelinhas? Com certeza, se você fizer isso, vai conseguir ajudar muito mais do que se aconselhar de maneira desmedida.
Dar estes passos iniciais, vai ajudar você a desenvolver a empatia no seu dia a dia, contribuindo para que você consiga prestar cada vez mais atenção no outro e em suas necessidades. Insira estas práticas em sua vida!
Empatia: elemento da inteligência emocional
A empatia é uma habilidade estudada nos campos da psicologia, ciências do comportamento e neurociência. Essa capacidade de compreender a realidade de outras pessoas é entendida como um elemento que compões a inteligência emocional. Por ser uma habilidade com certa complexidade, está dividia em três tipos, conheça os tipos a seguir:
Empatia Cognitiva: entendimento do ponto de vista do outro
Quando as pessoas falam sobre empatia, é normal relacionar única e exclusivamente à ideia de entender o ponto de vista do outro. Contudo, esse entendimento é apenas um dos tipos de empatia existentes, nesse caso, a cognitiva. Trata-se da capacidade de entender os sentimentos e os pensamentos de outra pessoa.
Conhecida também como tomada de perspectiva, é uma habilidade muito útil para negociadores e gestores. Também é um tipo de empatia que contribui para a formação de comunicadores eficientes. Pessoas que conseguem ter essa visão da perspectiva alheia compreendem como se colocar diante do outro de forma convidativa. A transmissão de mensagens acontece de forma mais fluida.
Empatia Emocional: compartilhamento dos sentimentos do outro
É o tipo de empatia que envolve o compartilhamento de sentimentos com outra pessoa, originando uma conexão emocional. Por essa natureza, pode ser chamada também de empatia afetiva. O indivíduo emocionalmente empático está em sintonia com os sentimentos de outra pessoa, sente-se como se estivesse fisicamente com ela.
Ocorre uma sintonização com o universo emocional da outra pessoa. A empatia emocional é uma das mais complexas e difíceis de desenvolver. Para ter essa habilidade, é essencial grande autoconhecimento e autorregulação emocional.
Empatia Compassiva: percepção das necessidades alheias e oferta de auxílio
Conhecida também pelo nome de preocupação empática, a empatia compassiva vai do entendimento para a ação. Após ter entendido o ponto de vista alheio e se conectado emocionalmente com alguém, o empático identifica as necessidades desse indivíduo. A partir da identificação, nasce o desejo de ajudar com ações práticas e efetivas.
Por que separar os três tipos de empatia?
Ao ler os três conceitos de empatia mencionados acima, dá para perceber um caráter evolutivo de um para outro. Trata-se de um processo empático iniciado pela capacidade de entender o outro, seguida da conexão emocional que culmina em uma ação. Basicamente, a pessoa que tem as três empatias entende como o outro se sente, sente com o outro e oferece ajuda caso seja necessário.
Observe que, se não há o entendimento dos sentimentos alheios, não é possível partir para os dois passos seguintes. Ter apenas a empatia cognitiva não é efetivo para o processo empático. Entender os sentimentos do outro sem sentir com ele não movimenta a ação empática. Há quem considere a empatia cognitiva como sub-emocional, uma vez que funciona como uma leitura lógica de como o outro se sente.
Por sua vez, a empatia emocional, como o nome sugere, é excessivamente emotiva. Já a empatia compassiva funciona como o equilíbrio entre os outros dois tipos de empatia. Contudo, deve ficar claro que sem a empatia cognitiva e a empatia emocional não chega ao estágio da empatia compassiva. Quem possui os três tipos de empatia entende os sentimentos do outro e sente junto, mas sem perder o controle de suas próprias emoções.
Dicas para desenvolver o processo empático
O processo empático resulta do pleno desenvolvimento dos três tipos de empatia. Abaixo listamos algumas dicas de como desenvolver esse processo:
Tome a perspectiva do outro
Por que cada pessoa age como age? Quem se faz esse questionamento com frequência tende a melhorar a sua capacidade de tomada de perspectiva. É essencial esclarecer que a empatia cognitiva se realiza plenamente na visualização da perspectiva do outro, abrindo mão do seu ponto de vista.
Deixe de julgar
Sabe quando você pergunta para alguém "por que está tão chateado com isso?", nesse momento você está julgando. O processo empático somente se desenvolve quando não existe julgamento de como as pessoas se sentem. Se você não consegue validar o chateação de alguém por um motivo específico, não está conseguindo ter uma visão plena do seu ponto de vista. Se abstenha de julgar e busque compartilhar o sentimento alheio.
Reconheça as emoções dos outros
Como mencionamos, a empatia emocional pode ser mais difícil de desenvolver, porém, tem como exercitá-la. Uma forma de entender os sentimentos alheios é reconhecê-los de acordo com os seus próprios sentimentos. A forma como você se sente em relação a diferentes situações pode tornar mais fácil entender os sentimentos do outro. Funciona como uma biblioteca de emoções que você pode consultar quando tem dificuldade.
Comunique-se corretamente
A partir de entendimento e compartilhamento das emoções, é essencial se comunicar corretamente com o outro. Embora pareça reconfortante dizer coisas positivas diante de cenários difíceis, saiba que é melhor validar o sentimento do outro. Reconheça os motivos dos sentimentos dele e demonstre que compartilha da dor. Frases como "sinto muito que você esteja passando por isso" e "já passei por algo parecido e foi muito duro" ajudam.
Tome uma atitude
Você pode ajudar de alguma forma a reduzir o sofrimento do outro? Se identificar algo que pode fazer pela outra pessoa, dedique-se a isso. Claro que antes você deve consultar a pessoa para saber se ela quer esse auxílio. Em caso afirmativo, use todas as ferramentas disponíveis para ajudá-la. Lembre-se de que muitas vezes ouvir e aconselhar já é uma grande ajuda. O desenvolvimento dos três tipos de empatia é essencial para ser uma pessoa empática!
Coloque agora mesmo em pratica essas dicas, para alcançar cada vez mais resultados extraordinários. Se gostou do artigo, curta e compartilhe conhecimento. Gratidão por ler até aqui...
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